sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Encontro de Gerações - Parte 2

Nessa segunda parte do post, estrevistamos a ex-aluna da E.E. Rui Barbosa, Karine da Silveira, 22 anos, conluiu o Ensino Médio em 2004 em nossa escola. Karine terminou de concluir seu faculdade de Comunicação Social - Jornalismo este ano, provando para todos que, por ter estudado somente em uma única escola e a mesma sendo pública, não deixou de aprender o que preciso sendo uma das melhores alunas de seu curso superior!
Em entrevista feita à nós, Karine revelou fatos interessantes e a saudade que sente do estabelecimento de ensino onde vivenciou por 12 anos de sua vida!


1) Como era a estrutura da escola – parte física?
"Bom, quanto a parte física da escola, e considerando que eu sai da mesma há quase 5 anos, acredito que não mudou muita coisa. Mudaram algumas árvores que já serviram como apoio a muitas conversas, bancadas, o anfiteatro velho, que mesmo quando era novo dava a impressão de ter um mundo escondido entre as suas paredes, devido a sua rara utilização e o seu ar, que mudava do sombrio, quando vazio, para o alegre e barulhento em eventos como o Dia da Comunicação."

2) Como era o Diretor da escola?
"Que eu me lembre, durante o tempo que fiquei lá, três diretores tiveram gestão, o Gandhi, o Félix e o Paulo. Três personalidades totalmente distintas e que resultaram no que a escola é hoje, acredito. O Gandhi com aquela sua peculiaridade de general, de sempre impor a sua presença... Acho que foi a melhor época da escola, onde ela andou mais no eixo. Já o Paulo e o Félix tinha mais aquela aproximação com os alunos. O Paulo ainda tentava se afastar mais, separar as duas coisas, com o Félix a coisa já era mais amigavel, talvez por ele ter esse perfil também em sala de aula."

3) Tinha disciplina? Como funcionava a coordenação pedagógica?
"Escola que é escola tem que ter disciplina, não é verdade? Senão os alunos acabam abusando demais de tudo. Mas eu lembro que na nossa época, e hoje também deve ser assim, não havia disciplina que segurava... Mas era tudo bem cuidado, bem regrado até. Se você quebrasse uma janela, seja lá porque, você tinha que pagar. Hoje, se eu tivesse a oportunidade de dar algum conselho aos professores ou diretores, eu recomendaria um pouco mais de aperto, tanto nas matérias dadas, porque essa base que a escola dá é muito exigida na faculdade e nas escolas da vida, outra quanto a disciplina, porque é patético, chega a ser ridículo, a falta de educação que os alunos demonstram na rua."

4) Como era o ensino? Professores...
"Ah, os professores! Tenho grandes lembranças daqueles que deram as suas vidas para fazer entrar em nossa cabeça aquelas materias dificeis. Lembro com prazer de muitos, principalmente das matérias que eu mais gostava, Português, Geografia, História, Ed. Física... Lembro dos meus professores até dos anos iniciais, como a professora Helena, da Suzy, da Rosângela... Ótimas pessoas, que ralam pra caramba e que tem amor ao que fazem. Não esquecendo os grandes mestres Rose (que apesar dos gritos, nos ensinou Português como ninguém), a Filomena (Filó), o Paulo com as suas matérias sobre as grandes guerras e a Marilena, inigualável, inesquecíveis. A escola me traz grande saudosismo, era muito bom mesmo ir para lá todos os dias."

5) Como era a participação dos pais na escola? Reuniões...
"Não sei muito bem como os pais participavam além das reuniões de entrega de boletins e festas como a junina, pois os meus não compareciam além dessas datas."

6) Faça uma auto-avaliação sobre seu papel na escola?
"Meu papel na escola foi um pouco de ouvinte e um pouco de ação. Ação quando a minha era requisitada, nas gincanas, festas e etc., mas não participei além disso. As vezes penso que podia ter feito mais, mas ainda há tempo de contribuir para a escola, não é?"

7) Você gostava da escola?
"A escola foi o melhor tempo da minha vida. Estudei lá desde o pré e tenho ótimas recordações de lá, dos amigos que eu fui construindo, alguns deles presentes até hoje em meu dia-a-dia, ou apenas em meu coração. Grandes histórias, tramóias, complôs, coisas que fazem parte do cotidiano da mesma e que marcam as nossas vidas."

8) O que você tem a dizer sobre a influência da escola na sua formação, na sua vida.
"É fundamental a influência dela. A escola que me ajudou a ser o que sou hoje, me ensinou além das matérias da carga escolar, me ensinou a ser um ser humano responsável, ciente dos seus deveres e que zela pelas suas conquistas."

9) Conte algum causo que aconteceu na escola:
"Algo que eu lembro e que traz muito boas lembranças, era da união que a nossa sala, no terceiro ano, teve quando a professora Rose, de português, fez uma espécie de sarau, sobre as obras que iriam cair no vestibular da Federal naquele ano. Cada grupo ficou responsável por montar uma peça sobre um dos livros e apresenta-la para a sala. Foi muito mais fácil depois lembrar dos detalhes dos livros no vestivular e foi uma idéia criativa da professora."

Encontro de Gerações

Tema - Diálogo entre gerações.


Este trabalho pretende comparar épocas diferentes de pessoas diferentes em um mesmo ambiente, no caso a Escola Estadual Rui Barbosa.

Neste post segue a nossa versão da escola, que posteriormente poderá ser comparada à versão de uma ex-aluna.

1) Como era a estrutura da escola – parte física?
"Quando eu comecei a estudar aqui, no pré, a escola já era muito diferente. As cores dela hoje azul, verde e amarelo, já foram amarelo e vermelho ou há mais tempo branco e azul. A escola era bem conservada pelos alunos, até o parquinho das crianças funcionava muito bem e era muito utilizado pelos alunos. A escola possuía também muitas árvores, o que deixava o ambiente bem agradável. Em nossa opinião, as árvores são o que mais fazem falta atualmente. "

2) Como era o Diretor da escola?
"Há muito tempo, o primeiro diretor que eu me recordo foi o Diretor Gandhi. Foi um diretor muito querido pelos alunos, se não o mais. Ele era uma pessoa muito boa e fazia o máximo pelos alunos. Outro diretor que nos recordamos é o Diretor Félix, conhecido por ser uma pessoa muito severa e muitos alunos tinham muito medo dele. A Diretora Ilze e a Diretora Tânia Mara, também ex-professoras da 2ª série e Pré respectivamente, são pessoas muito boas apesar de até hoje algumas pessoas terem um certo ‘medo’ delas. "

3) Tinha disciplina? Como funcionava a coordenação pedagógica?
"Eu não acho muito diferente a questão de disciplina do

s alunos de antigamente e atualmente. Antigamente eram mais submetidos aos funcionários pois as punições eram mais severas mas, aprontavam as suas mesmo assim. Atualmente os alunos têm menos medo, passando a enfrentá-los e muitas vezes faltar com respeito para com os mesmos."

4) Como era o ensino? Professores...
"Nossa escola já foi muito conhecida pela comunidade pelo ótimo ensino proporcionado aos alunos. Ainda hoje estamos entre algumas das melhores escolas do estado."

5) Como era a participação dos pais na escola? Reuniões...
"Os pais eram também mais presentes na vida escolar dos filhos, sempre participando de reuniões e buscando conversar com os coordenadores. "

6) Faça uma auto-avaliação sobre seu papel na escola?
"No nosso papel de alunos temos de primeiramente respeitar todos os funcionários porque estão aqui para de certa forma nos auxiliar e nos resta como alunos estudar, estudar e estudar."


7) Você gostava da escola?
"Eu gostava mais da escola antigamente do que atualmente. "

8) O que você tem a dizer sobre a influência da escola na sua formação, na sua vida.
"A escola tem bastante influência na nossa formação. Várias pessoas, aulas, palestras me ajudaram a melhorar muito como pessoa e a formar um caráter."

9) Conte algum causo que aconteceu na escola:
"Há alguns anos se falava bastante da lenda da mulher do algodão... as crianças, até mesmo os do Ensino Médio, tinham um certo receio de ir ao banheiro com medo de alguma coisa acontecer, mesmo sabendo que não se passava de um mito."

Observação: As fotos são de arquivo pessoal datadas dos anos de 1999 (primeira série) e 2001 (terceira série).

Identidade Cultural - Música e Dança do Mato Grosso do Sul

• Música Urbana;
- Paulo Simões
- Geraldo Espíndola
- Geraldo Roca
- Tetê Espíndola
- Almir Sater
- Guilherme Rondon
- Celito Espíndola
- Carlos Colman
- Alzira Espíndola
- Antônio Porto
- Jerry Espíndola
- Márcio de Camillo
- Rodrigo Teixeira

• Música Erudita;
- Vítor Diniz
- Evandro Higa
- Manoel Rasslan

• Música na Mídia;
- Ciro de Oliveira
- Lizoel Costa
- Oscar Rocha


• Música Sertaneja e Fronteiriça;
- Zacarias Mourão
- Délio e Delinha
- Zé Corrêa
- Amambay & Amambaí
- Helena Meirelles
- Aurélio Miranda
- Dino Rocha
- Tostão & Guarany
- Aral Cardoso

DANÇA
• As Quadrilhas segundo Marlei Sigrist: No Mato Grosso do Sul, as quadrilhas estão restritas às escolas e algumas associações, numa tentativa de aproveitamento folclórico. São raros os grupos originais, geralmente do meio rural, que conservam algumas partes da quadrilha, como as contra danças inseridas nas comemorações locais.

• As danças que dividem o MS em 3 regiões:
O Estado do Mato Grosso do Sul pode ser mapeado e dividido em 3 partes, de acordo com as danças, a saber: Região do Bolsão, Região do Pantanal, e Região de Fronteira.
- Região do Bolsão compreende a porção nordeste do estado - relativa à bacia Sucuriú de Costa Rica a Três Lagoas, incluindo os municípios de Camapuã e seus distritos. (paulistas, mineiros e goianos)
- Região do Pantanal compreende a porção oeste do Estado. ( cultura pantaneira, desde a fundação de Corumbá e com a formação da cultura Cuiabana séc. XXVIII, influência gaúcha )
- Região de Fronteira compreende a porção sul e sudeste. (cultura paraguaia, influência gaúcha).

REGIÃO DO BOLSÃO:
• Arara, Cobrinha ou Revirão: É uma dança comum no Brasil, recebendo vários nomes, como a dança da vassoura ou dança do chapéu. Sua execução começa com um dançador, que deve tirar outro e outro, até que a fila apresente-se longa, virando ora para um lado, ora para o outro, fazendo movimentos semelhantes aos de uma cobra.
Em determinado momento, os dançadores juntam-se aos pares e aquele que estiver sozinho deve requisitar o par do outro. Quando a música é interrompida, aquele que estiver só, deve pagar uma "prenda" , geralmente declamando um verso.

• Caranguejo: É uma dança de roda, desenvolvida aos pares que batem palmas e sapateiam, permeando com volteados e passeios. Ë uma ciranda executada nos bailes rurais, nos momentos em que tendem a desanimar.

• Catira: É dançada ao som da moda de viola e alegrada pelos "recortados", quando os dançadores intercalam longa série de sapateado e palmeado. É uma dança só de homens, e a mulher raramente participa dela, apenas em momentos de reserva familiar. Geralmente é dançada nas festas antes de começar o baile.

• Engenho de Maromba: Sob o ritmo de um valseado, seus movimentos imitam o movimento do Engenho de Cana. As fileiras de homens e de mulheres rodam em sentidos contrários entre si, entrecruzando-se na evolução. Os versos cantados no engenho são "chorados" como o próprio engenho de cana. É uma dança executada em finais de baile como forma de despedida.

• Engenho Novo: Consiste numa dança cuja coreografia assemelha-se ao movimento do engenho de cana, e seus versos lembram passagens de trabalho com essa máquina e também conversas entre seus operadores. Ao contrário da dança anterior, a música possui andamento rápido e alegre.

• Sarandi: Também é uma ciranda, mantendo a mesma melodia da roda infantil "Ciranda, cirandinha". Recebe também o nome de Cirandinha. É uma dança de roda, em que os pares dão meias-voltas e voltas inteiras, trocando seus pares. Esse movimento é repetido tantas vezes quanto é o números de pares, intercalando, cada um apresenta seu verso para a moça, para o rapaz ou para o público presente.

Aspectos Geográficos e Populacionais
















Hino de Mato Grosso do Sul

Os celeiros de farturas, Sob um céu de puro azul,
Reforjaram em Mato Grosso do Sul, Uma gente audaz.
Tuas matas e teus campos, O esplendor do Pantanal,
E teus rios são tão ricos Que não há igual.
A pujança e a grandeza de fertilidades mil,
São o orgulho e a certeza Do futuro do Brasil.
Moldurados pelas serras, Campos grandes: Vacaria,
Rememoram desbravadores, Heróis, tanta galhardia!
Vespasiano, Camisão E o tenente Antonio João,
Guaicurus, Ricardo Frando, Glória e tradição!
A pujança e a grandeza De fertilidades mil,
São o orgulho e a certeza Do futuro do Brasil.


Região e Área

O estado de Mato Grosso do Sul está localizado no sul da região Centro-Oeste do Brasil e tem como limites Goiás ao nordeste, Minas Gerais ao leste, Mato Grosso ao norte, Paraná ao sul, São Paulo ao sudeste, Paraguai ao oeste e sul e a Bolívia ao noroeste.
Ocupa uma superfície de 358.159 km², participando com 22,2% da superfície da região Centro-Oeste e 4,2% da área territorial brasileira (de 8.514.876,6 km²), sendo ligeiramente maior que a Alemanha. Possui ainda 78 municípios, 165 distritos, quatro mesorregiões geográficas e onze microrregiões geográficas, de acordo com o IBGE.

Sub-regiões

• Sub-região do Pantanal;
• Sub-região de Bodoquena;
• Sub-região do Sul;
• Sub-região do Bolsão;
• Sub-região Central.


• População Absoluta: 2.265.274 habitantes
• População Relativa: 6,34 hab/km²
• Taxa de Natalidade: 2,4 filhos por mulher
• Taxa de Mortalidade: 20,26 (2003)
• Taxa de Analfabetismo: 9%
• Expectativa de Vida: 73,5 anos
• IDH: 0,802 (2005)
• PIB: R$24.355.395.000,00
• PIB per capta: R$10.599,00

• Distribuição da População: A distribuição populacional no Brasil é bastante desigual, havendo concentração da população nas zonas litorâneas, especialmente do Sudeste e da Zona da Mata nordestina. Outro núcleo importante é a região Sul. As áreas menos povoadas situam-se no Centro-Oeste e no Norte.

• Etnias: As migrações de contingentes oriundos dos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo e imigrações de países como Alemanha, Espanha, Itália, Japão, Paraguai, Portugal, Síria e Líbano foram fundamentais para o povoamento de Mato Grosso do Sul e marcaram a fisionomia da região. O estado é, ainda, o segundo do Brasil em número de habitantes ameríndios, de várias etnias, entre elas, Atikum, Guarany [Kaiwá e Nhandéwa], Guató, Kadiwéu, Kamba, Kinikinawa, Ofaié, Terena, Xiquitano (FUNAI, 2008).

Correntes Migratórias: Durante seus quase quinhentos anos de história espanhola, portuguesa e brasileira, a chegada de migrantes, colonizadores e conquistadores foi constante. Desde que o primeiro colonizador europeu, Aleixo Garcia, que teria pisado em seu território em 1524, ao percorrer a trilha do Peabiru, o estado de Mato Grosso do Sul recebeu migrantes de diversas partes do Brasil nas diferentes fases de sua ocupação.
- Migração paulista: Desde o início do século XVII, paulistas eventualmente se estabeleceram na região, a partir das primeiras expedições bandeirantes. O fluxo de migrantes paulistas, no entanto, tornou-se contínuo a partir das últimas décadas do século XVIII, quando da ocupação do oeste, nordeste e centro do estado. Durante o século XX, os paulistas também se fizeram presentes como colonos das companhias colonizadoras e operários dos fundadores das cidades do leste e sudeste sul mato-grossenses. O influxo de paulistas no estado permanece ininterrupto século XXI adentro.
- Migração gaúcha: O início da migração gaúcha deu-se juntamente ao começo do fluxo contínuo de migrantes paulistas no final do século XVIII, quando mais cidades passaram a ser fundadas no sul matogrossense. Esta chegada de gaúchos deu-se, ainda como os paulistas, de maneira constante durante o século XIX e início do século XX. Na década de 1970, no entanto, uma segunda onda de migrantes gaúchos estabeleceu-se em Mato Grosso do Sul, seguindo padrões de colonização notadamente diferentes da primeira. Juntamente com paranaenses, estes gaúchos procuravam se dedicar à cultura mecanizada da soja na região centro-sul do estado.
- Migração mineira: Foi com as expedições realizadas no final da década de 1820 pelo Barão de Antonieta que uma maior quantidade de mineiros passou a adotar o sul mato-grossense como seu novo lar, sobretudo com o advento das frentes colonizadoras dos Garcia Leal e dos Lopes, no nordeste e centro do estado. Tal processo continuou durante o século XX e, assim como a migração paulista, a migração mineira continua sendo um fator constante em Mato Grosso do Sul no século XXI.
- Migração paranaense: Diferentemente dos casos das migrações paulista e mineira, a chegada de migrantes paranaenses às terras sul-matogrossenses deu-se em dois momentos históricos mais isolados. Uma grande onda de paranaenses chegou ao estado durante a década de 1940, com a Marcha para o Oeste promovida por Getúlio Vargas e as companhias de colonização, estabelecendo-se nas regiões central e sul do estado, na Colônia de Dourados. A segunda parcela desses migrantes estabeleceu-se em Mato Grosso do Sul nas décadas de 1970 e 1980, à procura de terras onde pudessem se dedicar à produção mecanizada de cereais, sobretudo a soja, na mesma região que a anterior.
- Migração nordestina: A migração nordestina no estado de Mato Grosso do Sul intensificou-se a partir de 1890, uma vez que as frentes colonizadoras mais antigas já se encontravam estabelecidas. Embora tenha permanecido contínua até a década de 1930, no entanto, este fluxo de nordestinos para o sul matogrossense pode ser diferenciado de uma segunda onda de migrantes, que atingiu a região durante a Marcha para o Oeste de Getúlio Vargas. Enquanto o primeiro grupo se distribuiu em diferentes áreas do estado, o segundo concentrou-se no centro e sul do mesmo.
• IMIGRAÇÃO:
Visando a substituição da mão-de-obra escrava por trabalhadores livres no Brasil, o Governo Imperial passou, a partir da segunda metade do século XIX, a promover mais ativamente a imigração, principalmente européia, para solos tupiniquins. Desta época até o nacionalismo do Estado Novo, que dificultou a imigração, o Brasil recebeu milhões de imigrantes, não só europeus. O sul matogrossense não foi exceção.
A partir de 1890, o estado de Mato Grosso – notadamente o sul matogrossense – apresentou uma população de estrangeiros crescente, superior a 6% da população total, até 1920, quando o número decaiu para entre 5 e 3% da população em 1970. De qualquer maneira, no período entre 1872 e 1970, o Mato Grosso e o sul matogrossense tiveram continuadamente uma população estrangeira acima da média nacional, caso este que somente se repetiu com quatro outros estados e a cidade do Rio de Janeiro. Entre 1920 e 1970, mais de 50% dos estrangeiros que habitavam o Mato Grosso eram paraguaios. Outros 13% eram naturais da Bolívia.




Missão Salesiana

Como a Escola é conveniada à Missão Salesiana, não podemos deixar de falar da mesma!


A)Originalidade da paróquia salesiana:
O ardor apostólico de Dom Bosco, sempre vivo no coração dos Salesianos, o renovado aspecto da paróquia como presença territorial da Igreja e as necessidades pastorais das Igrejas locais levaram a Congregação a abrir-se amplamente ao ministério paroquial.
A paróquia é indicada explicitamente nas Constituições entre as várias presenças nas quais realizamos a nossa missão, “como resposta “as necessidades pastorais das Igrejas particulares nas regiões que oferecem conveniente campo de serviço à juventude e às classes populares” (R 25; cf. C 42).
O tratamento dos salesianos no campo paroquial exprime-se nas paróquias confiadas à Congregação e nas paróquias missionárias. Os salesianos inseridos numa Igreja particular oferecem na instituição paroquial, com o seu carisma, uma contribuição original e específica.

B) Perfil da Paróquia comunidade à Comunidade Salesiana:
- É animada por uma comunidade religiosa que vive e trabalha em sinergia com os leigos e os vários grupos da Família Salesiana. - Apresenta-se em pequenas comunidades fraternas e solidárias que priorizam a Pastoral Familiar. - Vive o estilo espiritual e pedagógico característico do Sistema Preventivo de Dom Bosco: com projeto pastoral integral: evangeliza educando e educa evangelizando. - Atende preferencialmente os jovens, sobretudo os mais pobres. - Procura estar localizada nos ambientes populares. - É missionária e discípula. - Se evangeliza e celebra a vida nos sacramentos como encontro pascal com Cristo. - Conta com itinerários de evangelização inculturada para todos. - Educa para uma consciência crítica, para a justiça, para uma organização social e para o compromisso político. - Acompanha os processos vocacionais. - Está integrada e colabora na vida da Igreja local. - Propicia um trabalho pastoral em rede com outras instituições afins. - Avalia constantemente seus objetivos sob a luz dos sinais dos tempos e em constante diálogo com a cultura contemporânea.

Rui Barbosa


Rui Barbosa de Oliveira, político e jurisconsulto, nasceu em Salvador, Bahia, em 5 de novembro de 1849. Bacharelou-se em 1870 pela Faculdade de Direito de São Paulo. No início da carreira na Bahia, engajou-se numa campanha em defesa das eleições diretas e da abolição da escravatura. Foi político relevante na República Velha, ganhando projeção internacional durante a Conferência da Paz em Haia (1907), defendendo com brilho a teoria brasileira de igualdade entre as nações. Eleito deputado provincial, e adiante geral, atuou na elaboração da reforma eleitoral, na reforma do ensino, emancipação dos escravos, no apoio ao federalismo e na nova Constituição. Por divergências políticas, seu programa de reformas eleitorais que elaborou, mal pode ser iniciado, em 1891. Em 1916, designado pelo então presidente Venceslau Brás, representou o Brasil centenário de independência da Argentina, discursando na Faculdade de Direito de Buenos Aires sobre o conceito jurídico de neutralidade. O discurso causaria a ruptura definitiva da relações do Brasil com a Alemanha. Apesar disso, recusaria, três anos depois, o convite para chefiar a delegação brasileira à Conferência de Paz em Versalhes. Com seu enorme prestígio, Rui Barbosa candidatou-se duas vezes ao cargo de Presidente da República - nas eleições de 1910, contra Hermes da Fonseca e 1919, contra Epitácio Pessoa - entretanto, foi derrotado em ambas, sendo o período durante a primeira candidatura o marco inicial e sua Campanha Civilista. Como jornalista, escreveu para diversos jornais, principalmente para A Imprensa, Jornal do Brasil e o Diário de Notícias, jornal o qual presidia. Sua extensa bibliografia recolhida em mais de 100 volumes, reúne artigos, discursos, conferências EE. questões políticas de toda uma vida. Sócio fundador da Academia Brasileira de Letras, sucedeu a Machado de Assis na presidência da casa. Sua vasta biblioteca, com mais de 50.000 títulos pertence à Fundação Casa de Rui Barbosa, localizada em sua própria antiga residência no Rio de Janeiro. Rui Barbosa faleceu em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em 1923.
Este blog, por meio do Projeto Aki, Lá e Akolá tem como objetivos: • Integração Regional das Escolas participantes do programa TONOMUNDO do Instituto Oi Futuro. • Identicade Cultural da Comunidade Escolar, situada em Campo Grande - Mato Grosso do Sul. • Iniciar pesquisa sobre as particularidades e histórico da nossa comunidade escolar.

LOCALIZAÇÃO

País: Brasil
Estado: Mato Grosso do Sul (MS)












Cidade: Campo Grande
















Endereço: Rua João Thomas, 222 - Bairro Santo Antonio