Em entrevista feita à nós, Karine revelou fatos interessantes e a saudade que sente do estabelecimento de ensino onde vivenciou por 12 anos de sua vida!
1) Como era a estrutura da escola – parte física?
"Bom, quanto a parte física da escola, e considerando que eu sai da mesma há quase 5 anos, acredito que não mudou muita coisa. Mudaram algumas árvores que já serviram como apoio a muitas conversas, bancadas, o anfiteatro velho, que mesmo quando era novo dava a impressão de ter um mundo escondido entre as suas paredes, devido a sua rara utilização e o seu ar, que mudava do sombrio, quando vazio, para o alegre e barulhento em eventos como o Dia da Comunicação."
2) Como era o Diretor da escola?
"Que eu me lembre, durante o tempo que fiquei lá, três diretores tiveram gestão, o Gandhi, o Félix e o Paulo. Três personalidades totalmente distintas e que resultaram no que a escola é hoje, acredito. O Gandhi com aquela sua peculiaridade de general, de sempre impor a sua presença... Acho que foi a melhor época da escola, onde ela andou mais no eixo. Já o Paulo e o Félix tinha mais aquela aproximação com os alunos. O Paulo ainda tentava se afastar mais, separar as duas coisas, com o Félix a coisa já era mais amigavel, talvez por ele ter esse perfil também em sala de aula."
3) Tinha disciplina? Como funcionava a coordenação pedagógica?
"Escola que é escola tem que ter disciplina, não é verdade? Senão os alunos acabam abusando demais de tudo. Mas eu lembro que na nossa época, e hoje também deve ser assim, não havia disciplina que segurava... Mas era tudo bem cuidado, bem regrado até. Se você quebrasse uma janela, seja lá porque, você tinha que pagar. Hoje, se eu tivesse a oportunidade de dar algum conselho aos professores ou diretores, eu recomendaria um pouco mais de aperto, tanto nas matérias dadas, porque essa base que a escola dá é muito exigida na faculdade e nas escolas da vida, outra quanto a disciplina, porque é patético, chega a ser ridículo, a falta de educação que os alunos demonstram na rua."
4) Como era o ensino? Professores...
"Ah, os professores! Tenho grandes lembranças daqueles que deram as suas vidas para fazer entrar em nossa cabeça aquelas materias dificeis. Lembro com prazer de muitos, principalmente das matérias que eu mais gostava, Português, Geografia, História, Ed. Física... Lembro dos meus professores até dos anos iniciais, como a professora Helena, da Suzy, da Rosângela... Ótimas pessoas, que ralam pra caramba e que tem amor ao que fazem. Não esquecendo os grandes mestres Rose (que apesar dos gritos, nos ensinou Português como ninguém), a Filomena (Filó), o Paulo com as suas matérias sobre as grandes guerras e a Marilena, inigualável, inesquecíveis. A escola me traz grande saudosismo, era muito bom mesmo ir para lá todos os dias."
5) Como era a participação dos pais na escola? Reuniões...
"Não sei muito bem como os pais participavam além das reuniões de entrega de boletins e festas como a junina, pois os meus não compareciam além dessas datas."
6) Faça uma auto-avaliação sobre seu papel na escola?
"Meu papel na escola foi um pouco de ouvinte e um pouco de ação. Ação quando a minha era requisitada, nas gincanas, festas e etc., mas não participei além disso. As vezes penso que podia ter feito mais, mas ainda há tempo de contribuir para a escola, não é?"
7) Você gostava da escola?
"A escola foi o melhor tempo da minha vida. Estudei lá desde o pré e tenho ótimas recordações de lá, dos amigos que eu fui construindo, alguns deles presentes até hoje em meu dia-a-dia, ou apenas em meu coração. Grandes histórias, tramóias, complôs, coisas que fazem parte do cotidiano da mesma e que marcam as nossas vidas."
8) O que você tem a dizer sobre a influência da escola na sua formação, na sua vida.
"É fundamental a influência dela. A escola que me ajudou a ser o que sou hoje, me ensinou além das matérias da carga escolar, me ensinou a ser um ser humano responsável, ciente dos seus deveres e que zela pelas suas conquistas."
9) Conte algum causo que aconteceu na escola:
"Algo que eu lembro e que traz muito boas lembranças, era da união que a nossa sala, no terceiro ano, teve quando a professora Rose, de português, fez uma espécie de sarau, sobre as obras que iriam cair no vestibular da Federal naquele ano. Cada grupo ficou responsável por montar uma peça sobre um dos livros e apresenta-la para a sala. Foi muito mais fácil depois lembrar dos detalhes dos livros no vestivular e foi uma idéia criativa da professora."







